sexta-feira, 28 de setembro de 2012

ENCONTRO DIA 25


O encontro do último dia 25 discutiu o conteúdo do módulo VIII: Como desenvolver a gestão dos servidores na escola? Em 5 unidades é possível ter acesso a informações importantes de cunho admnistrativo, sobretudo, no que tange às leis e regulamentações que regem a profissão docente. A discussão foi proveitosa e trouxe à tona situações próprias da nossa atividade com seus entraves e limites. É importante dizer que o encontro foi pautado prioritariamente na unidade 5 que expõe a importância de se ter relações interpessoais positivas, com o intuito de preservar o sentimento e as ações coletivas na escola, de modo a priorizar a manutenção qualitativa dos alunos nesse ambiente. Teve prosa, teve poesia, crônica, música, participação. Assim tem sido a tônica do programa em Teofilândia. Esperamos agora, o quanto antes, resolver as questões avaliativas e burocráticas, para que possamos elaborar e executar uma boa culminância.

Obrigado a todos os tutores,cursistas, parceiros, amigos.
Obrigado Deus pela oportunidade e pelos momentos inteligentes de serenidade.

Tiago Farias.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL





Inteligência Emocional
Desde que iniciei a busca pessoal por algo mais consistente para minha existência, há quase duas décadas, li muito, pesquisei muito, aprendi muito. Mas, somente a pouco mais de dois anos, quando resolvi estudar Neurolingüística, foi que consegui estabelecer uma paralelo muito produtivo entre o conhecimento esotérico, o sagrado e o racional analítico. E eis que uma grande revolução interna ocorreu-me quando, dentro do campo da PNL, conheci os trabalhos de vários autores que faziam referência a uma tal de Inteligência Emocional. O tema me interessou bastante e com muito empenho pessoal me aprofundei no assunto. Com base nos pressupostos apresentados por Goleman, Weisinger, Payne, Mayer e outros pesquisadores da EI, fiz uma junção com outros dados estudados em Neurolingüística e Poder da Mente e construí uma análise sobre o tema, o qual apresento aqui na Casa do Aprendiz.

EI ou Inteligência Emocional é um termo utilizado em Psicologia para designar a inteligência que envolve habilidades para manipular as emoções, tornando-as coadjuvantes no processo de crescimento interno. Com a aplicação da Inteligência Emocional, as emoções dispersas, descontroladas e geralmente maléficas, podem ser analisadas, controladas e direcionadas para o desenvolvimento de pessoas e grupos.

A Inteligência Emocional foi popularizada a partir de 1995, pelo psicólogo, jornalista e escritor Daniel Goleman, com o fascinante livro que traz o termo como título. Através de uma análise coerente e inteligente, Goleman nos mostra que o QI elevado de uma pessoa não é garantia de sucesso e felicidade, contrariando o saber científico difundido até então. Utilizando-se de métodos de pesquisa inovadores que avaliam estados mentais, ondas cerebrais e comportamentos, ele demonstra que pessoas de QI elevados podem fracassar, enquanto pessoas que apresentam quociente mais moderado nos testes obtiveram êxito em seus projetos e metas pessoais e profissionais.

Daniel Goleman derruba categoricamente o mito de que a inteligência é determinada pela carga genética. Para ele a Inteligência é emocionalmente construída através da forma como vivenciamos nossas emoções. Assim, o êxito pode ser produzido por qualquer indivíduo, que tenha capacidade suficiente para controlar seus impulsos, agindo com coerência e uma inteligência emocionalmente construída.

Um homem com grau desenvolvido de inteligência emocional caracteriza-se pela habilidade e pela capacidade para perceber e controlar as emoções de si mesmo e das outras pessoas. Tal pessoa tem ampliada a sua capacidade de dominar as emoções com inteligência passando a utilizar o fluxo de suas emoções de forma inteligente e construtiva, melhorando seus relacionamentos conjugais, afetivos, sociais e profissionais.

O processo de aquisição e domínio da emoção através da inteligência está no princípio do “conheça-te a ti mesmo”. Ter autoconsciência significa reconhecer e compreender nossos próprios pensamentos, sentimentos e ações, estabelecendo uma relação produtiva entre esses elos para que se produzam reações favoráveis. Assim, adquirimos o poder de dominar as nossas emoções. Com o tempo o autodomínio é naturalmente estendido ao nosso círculo de relacionamentos, levando-nos a uma melhor compreensão do que se passa na cabeça daqueles que convivem conosco, trazendo a perspectiva de uma melhoria significativa em nossas perspectivas de vida.

Reserve um tempo no final do seu dia para fazer uma autoanálise. Procure perceber o modo como faz as suas ponderações, suas avaliações e seu julgamento acerca de fatos, circunstâncias e eventos ocorridos e repare bem na forma como reagiu. Para ampliar a autoconsciência é primordial desenvolver a autocrítica. Seja crítico para consigo mesmo, prestando atenção nos seus sentimentos. Repare bem na sua atuação com os outros no decorrer do dia e analise os bons e os maus sentimentos experimentados nessa relação.


Além desse exercício diário de autoconhecimento, peça para alguém confiável para que teça uma análise de sua personalidade e lhe apresente uma análise franca sobre a mesma. Os outros nos enxergam por um prisma diferenciado e, muitas vezes, podem revelar algo que desconhecemos sobre nós. Portanto, é imprescindível estarmos atentos ao que representamos para o mundo. Para ampliar a consciência é necessário, além de ser um crítico positivo de si mesmo, ter a nobreza de aceitar as críticas construtivas dos outros.


Como controlar as emoções?


As nossas emoções, quando descontroladas e absortas, dissipam grande quantidade de energia. É necessário dominar e redirecionar essa energia emocional para alcançar os resultados positivos que almejamos. Controle sua excitação, seus medos, seus ódios e seu desânimo porque, tais sentimentos, dissipam grande quantidade de energia, acabando por minar todas as suas forças.
É necessário controlar o emocional, habituando-se a focar os pensamentos e sentimentos em expectativas positivas. Faça do bom humor e do entusiasmo grandes aliados em seu dia-a-dia. Aprenda que novos hábitos são criados a partir de novos pensamentos mantidos com sentimento. Pode até parecer difícil no início, mas, na medida em que seus novos pensamentos são mantidos e embasados em uma nova perspectiva mais positiva, gradativamente vão se tornando parte de sua personalidade. Alimente seus pensamentos diários através da emoção e você estará seguramente construindo novos hábitos.


A nossa vida é construída e mantida por uma teia de relações em todos os seus aspectos. E, nossas emoções são as bases que estabelecem a nossa forma de se relacionar com o mundo, determinando sucesso ou insucesso nas mais diversas áreas. Portanto, o domínio das emoções consiste num grande e potente diferencial capaz de nos transportar, daquilo que somos, para tudo aquilo que almejamos ser ou ter. Somos seres complexos diante de um universo dinâmico, mas ao mesmo tempo simples em seu “modus operandi”. Seguindo a regra básica do “conheça-te a ti mesmo” e aplicando-a sob a forma de um autocontrole eficaz poderemos usufruir, positivamente, das poderosas energias da emoção.

Concluindo.
Com base nos pressupostos apresentados acima, gostaria de concluir a minha explanação a respeito da Inteligência Emocional frisando que tal prática configura um conjunto de competências e habilidades, emocional e inteligentemente construídas para se atingir a excelência nas mais diversas áreas de atuação, tais como: na família, no trabalho. Ter inteligência emocional significa não somente possuir os conhecimentos técnicos ou saberes intelectuais. É muito mais que isso. É ter o controle de nossas emoções e aplicar a nossa inteligência para obter êxito nos relacionamentos afetivos, sociais e profissionais. É ter amor próprio e autoestima elevada. É desenvolver a capacidade de gostar do que fazemos. É acreditar em nosso potencial. Ser capaz de gerenciar as emoções, produzindo um equilíbrio interno que se reflete numa eficaz capacidade de lidar com situações adversas e solucionar problemas.

A inteligência emocional bem treinada e elaborada é a base propícia para a conquista da excelência, aprimorada a partir de uma associação favorável entre a razão e a emoção.

Este texto foi escrito por Francisco Ferreira (Mr. Smith).

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

ENCONTRO MÓDULO VII


O encontro do módulo VII discutiu a relação dos agentes da escola com os patrimônios material e imaterial. Os cursistas puderam por em prática, através das atividades, os conhecimentos e conteúdos do material de apoio. A participação de todos enriqueceu a discussão, uma vez que foi possível deixá-los mais à vontade quanto à forma de apresentação de trabalhos. À tarde devido a problemas técnicos, resolvemos promover um momento de debate sobre a relação dos alunos com o patrimônio escolar. Ao nosso ver, esse momento foi bastante significativo. Pudemos ouvir os limites, contrastes e desafios da ação pedagógica no municipio de Teofilândia por um viés muito sincero, sem muitas amarras.

Continuamos contando com o apoio de todos, pois sabemos que estamos no caminho certo, isto é, tratando o programa com responsabilidade e compromisso.

Grande Abraço.



Veja abaixo uma paródia feita durante o encontro.
Agradecimentos a equipe da unidade quatro.

 
Música

Terça no Progestão,
A turma começou a estudar
Sobre o patrimônio da escola
E a necessidade de preservar.
A unidade quatro nos ensina,
A forma certa de conservar
Os bens materiais da escola
E como organizar.

Ai se eu te contrato
Ai, ai se eu te contrato
Serviços, serviços assim que se constrói
Ai, se eu te alieno,
Ai, ai se eu te alieno
Processo, registro e reposição,
Ai, se eu te conheço
Ai, ai se eu te conheço
Compromisso, gestão e legislação
Ai se eu te conheço
Ai, ai se eu te conheço.



OBS: Paródia no ritmo da música de Michel Telo “Ai se eu te pego”


 
 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

FINANÇAS NA ESCOLA!




NOVA ESCOLA.

Administrar o orçamento requer organização, responsabilidade e transparência, uma vez que a gestão dos recursos públicos é regulada pelas leis federais de Direito Financeiro (4.320/64) e de Licitações (8.666/93) e pela lei complementar de Responsabilidade Fiscal (101/2000). O artigo 212 da Constituição diz que a União deve aplicar no mínimo 18% (e os estados e municípios, 25%) de suas receitas em Educação. A verba que vem do governo federal é distribuída pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) por canais como o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) - depositado na conta bancária da entidade executora da escola, geralmente a Associação de Pais e Mestres (APM), e ganhando rapidez para suprir necessidades básicas de manutenção, aquisição de material didático e formação. Já os recursos dos estados e municípios são administrados pelas Secretarias de Educação, que providenciam itens como estrutura física, carteiras e pagamento de funcionários. Existe ainda o montante arrecadado em eventos ou em parcerias com o setor privado. Quanto mais você estiver familiarizado com as etapas abaixo, menos tempo gastará com essa tarefa.

1. Definição de prioridades
Para o professor Almir Ferreira de Sousa, da Universidade de São Paulo, "sem a visão geral das necessidades da escola, o diretor se dedica só a apagar incêndios". Esse olhar panorâmico é conseguido com a reunião de representantes de professores, funcionários, equipe gestora, estudantes, pais e comunidade para defi nir prioridades, com a participação ativa da APM e do Conselho Escolar. Para garantir a aprendizagem, vale se perguntar o que é imprescindível para atingi-la. Materiais? Obras de reparo? Formação de professores? As respostas viram uma lista e cada item ganha uma ordem de urgência antes da distribuição dos recursos.

2. Cálculo correto dos gastos
Quanto mais detalhado for o planejamento, melhores serão os resultados. "Distribuir recursos é como servir um bolo. Algumas pessoas se satisfazem com um pedaço maior, e outras, com um menor", exemplifica Andrea Silveira, diretora fi nanceira do Instituto de Gestão Educacional Signorelli e professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV), do Rio de Janeiro. Para calcular certo cada fatia (os gastos) do orçamento e compreender como melhorar a receita da escola, é preciso ter referência. Uma boa maneira de adquirir parâmetros é levantar nos documentos da instituição o histórico de gastos de três ou quatro meses do ano anterior e fazer uma média de quanto cada área demandou (informática, recursos humanos, material etc). Não custa lembrar que a escola pública deve seguir as normas da Lei de Licitações. De acordo com os valores e o tipo de gasto, essa legislação estabelece a obrigatoriedade de haver uma ação que permita a comparação de preços (concorrência, tomada de preços ou carta-convite) antes da contratação do serviço ou da compra de material. Por menor que seja esse gasto, o processo referente a ele deve conter, no mínimo, três orçamentos registrados.

3. Elaboração do orçamento geral
Se você fez bem a lição de casa nas etapas anteriores, está pronto para esta - que nada mais é que o detalhamento do plano de gastos. Nesse planejamento devem constar os valores definidos para cada uma das prioridades, assim separados: estimativa de entrada de recursos e de arrecadação (receitas) e previsão de despesas. De acordo com a terminologia do orçamento público, essas últimas devem ser classificadas em dois grupos. As "correntes" se referem aos gastos diários com a manutenção da escola, como compra de material e contratação de serviços. As "de capital" são as despesas com equipamentos, materiais permanentes e execução de obras. Para que o planejamento não desande é preciso estar sempre atento ao fluxo de caixa, ou seja, ao dinheiro que entra e sai diariamente. Como os imprevistos sempre acontecem, como margem de segurança é recomendável prever uma reserva. Outra medida que garante um bom controle da execução orçamentária é cuidar para que sejam emitidos sempre cheques nominais. Esse procedimento facilita o acompanhamento do extrato bancário, o que deve ser feito com frequência.

4. Prestação de contas transparente
A escola tem de prestar contas de seus gastos à Secretaria de Educação à qual é vinculada, aos executores dos programas de financiamento com os quais estabelece parceria - em períodos estabelecidos previamente por lei ou pelo regulamento da entidade financiadora - e à comunidade. Os balanços financeiro e orçamentário são obrigatórios, conforme determina o artigo 70 da Constituição Federal. Acompanhado por documentos fiscais e justificativas, o relatório de prestação de contas precisa ser aprovado pelo conselho fiscal da escola antes de ser divulgado. Os formulários para essa finalidade mudam de acordo com o órgão de onde saem os recursos. No caso da verba recebida pelo PDDE, a escola também encaminha a prestação de contas para a Secretaria. Os formulários estão disponíveis no site do FNDE (www.fnde.gov.br). Já com relação aos recursos financeiros privados, é essencial atender aos critérios da instituição que repassou a verba. Numa gestão democrática, a comunidade precisa ser informada de todas as aplicações feitas em benefício da escola. Mas isso pode ser divulgado de maneira mais informal, publicando as informações no jornal interno, no mural ou em assembleias com a presença de pais e alunos.

5. Comprovação de gastos
Todos os originais de documentos fiscais precisam ser encaminhados ao órgão responsável pela contabilidade. Lá ficam disponíveis para a fiscalização do Tribunal de Contas. Para garantir o controle interno, porém, é recomendável manter cópias de tudo. A boa organização da papelada é meio caminho andado na hora de justificar as despesas. Fica mais fácil encontrar os documentos e manipulá-los se estiverem separados por contrato. Uma boa prática é criar uma pasta (ou processo) para cada um. Por exemplo, se a escola recebeu da Secretaria uma verba para executar uma obra na cozinha, o ideal é documentar esses reparos, organizando a papelada por ordem cronológica: comprovantes, extratos bancários, notas fiscais e recibos, plano de aplicação dos recursos e prestação de contas. São válidos somente os recibos e documentos emitidos em nome da escola. Aqueles em nome de pessoa física ou de terceiros ficam de fora.

domingo, 29 de julho de 2012

Patrimônio escolar


 




Na escola pública, a gestão do patrimônio escolar costuma ser especificada em manuais de procedimentos e (ou) instrumentos legais, pelos órgãos responsáveis pela supervisão do trabalho escolar. Esses procedimentos costumam ter por base os princípios gerais de administração do patrimônio, que podem ser assim resumidos: 

- Identificação das necessidades.
- Identificação das fontes de recursos.
- Registro dos bens.
- Movimentação dos bens.
- Venda, fruto, doação e inutilização.
- Inventário anual. 

Esse método de gerir o patrimônio escolar tem como função garantir que os recursos obtidos pela escola para a compra dos bens permanentes, seja por meio do orçamento público, seja por meio de doações, possam ser protegidos contra desvios de toda natureza, inclusive roubos e utilização incorreta.


Fonte: http://www.moodle.ufba.br/mod/book/view.php?id=10329&chapterid=9625

quinta-feira, 19 de julho de 2012

MÓDULO X





O encontro do módulo X (17 de julho de 2012) foi muito proveitoso.  O relato dos cursistas nos fez perceber o quanto a antecipação desse conteúdo contribuiu para aqueles que ainda não fizeram o PPP. Decisão acertada!Demos início ao nosso dia pontuando as questões referentes às quatro unidades do módulo. Distribuímos ainda um texto, que já estava no blog, em que se pontuava uma visão crítica acerca das políticas públicas. O debate foi instigante. Alguns cursistas não concordaram com o fato de na unidade dois existir um discurso de que todas as políticas públicas são pensadas e aplicadas. Para esses, ainda há muito a ser analisado, já que muita proposta boa fica no meio do caminho ou quando aparece não é aplicada a contento. Foi explicada a necessidade de se perceber o movimento de mudança. Nisso todos concordaram. A realidade é que precisamos tomar cabo dessas políticas, fiscalizá-las de modo que tais lacunas sejam dia a dia suplantadas. O bom mesmo é não deixar se desanimar por discursos desanimadores e notar que muito já foi feito em prol da manutenção qualitativa do aluno nas escolas. Sabemos que o processo democrático é eterno, mas ele emperra se não são perseguidos os direitos de todas as vozes que compõem a sociedade; sejam elas privilegiadas ou não. O encontro contou ainda com a apresentação de um grupo de crianças do projeto AMIGOS DO PLANETA TERRA (VEJA FOTO!) que refletiu a importância da preservação do planeta e da consciência ecológica. Creio ter sido um momento de interessantes e salutares discussões – o que comprova a relevância do Programa de Formação de Gestores no município. O dia terminou com o registro de palavras-chave que, para os cursistas, representa o que é gestão, a saber:
   
NECESSIDADE DE REMUNERAÇÃO DIFERENCIADA
TRABALHO ÁRDUO
ARTICULAÇÃO
TRABALHO COLETIVO
RESPONSABILIDADE
MOBILIZAÇÃO
COMPROMISSO POLÍTICO E COMUNITÁRIO
DEMOCRACIA
ÉTICA
AUTONOMIA RELATIVA

Um forte abraço,

Tiago Farias.

terça-feira, 10 de julho de 2012

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Por dentro do cérebro - Dr Paulo Niemeyer Filho / Neurocirurgião








Parte da entrevista da revista PODER, ao neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho,





O que fazer para melhorar o cérebro ?

Você tem de tratar do espírito. Precisa estar feliz, de bem com a vida, fazer exercício. Se está deprimido, reclamando de tudo, com a autoestima baixa, a primeira coisa que acontece é a memória ir embora; 90% das queixas de falta de memória são por depressão, desencanto, desestímulo. Para o cérebro funcionar melhor, você tem de ter alegria. Acordar de manhã e ter desejo de fazer alguma coisa, ter prazer no que está fazendo e ter a autoestima no ponto.


PODER: Cabeça tem a ver com alma?

PN: Eu acredito que a alma está na cabeça. Quando um doente está com morte cerebral, você tem a impressão de que ele já está sem alma... Isso não dá para explicar, o coração está batendo, mas ele não está mais vivo. Isto comprova que os sentimentos se originam no cérebro e não no coração.


PODER: O que se pode fazer para se prevenir de doenças neurológicas?

PN: Todo adulto deve incluir no check-up uma investigação cerebral. Vou dar um exemplo: os aneurismas cerebrais têm uma mortalidade de 50% quando rompem, não importa o tratamento. Dos 50% que não morrem, 30% vão ter uma sequela grave: ficar sem falar ou ter uma paralisia. Só 20% ficam bem. Agora, se você encontra o aneurisma num checkup, antes dele sangrar, tem o risco do tratamento, que é de 2%, 3%. É uma doença muito grave, que pode ser prevenida com um check-up.


PODER: Você acha que a vida moderna atrapalha?

PN: Não, eu acho a vida moderna uma maravilha. A vida na Idade Média era um horror. As pessoas morriam de doenças que hoje são banais de ser tratadas. O sofrimento era muito maior. As pessoas morriam em casa com dor. Hoje existem remédios fortíssimos, ninguém mais tem dor.

PODER: Existe algum inimigo do bom funcionamento do cérebro?


PN: Todo exagero. Na bebida, nas drogas, na comida, no mau humor, nas reclamações da vida, nos sonhos, na arrogância,etc. O cérebro tem de ser bem tratado como o corpo. Uma coisa depende da outra. É muito difícil um cérebro muito bom num corpo muito maltratado, e vice-versa.

PODER: Qual a evolução que você imagina para a neurocirurgia?

PN: Até agora a gente trata das deformidades que a doença causa, mas acho que vamos entrar numa fase de reparação do funcionamento cerebral, cirurgia genética, que serão cirurgias com introdução de cateter, colocação de partículas de nanotecnologia, em que você vai entrar na célula, com partículas que carregam dentro delas um remédio que vai matar aquela célula doente que te faz infeliz. Daqui a 50 anos ninguém mais vai precisar abrir a cabeça.


PODER: Você acha que nós somos a última geração que vai envelhecer?

PN: Acho que vamos morrer igual, mas vamos envelhecer menos. As pessoas irão bem até morrer. É isso que a gente espera. Ninguém quer a decadência da velhice. Se você puder ir bem mentalmente ,com saúde, e bom aspecto, até o dia da morte, será uma maravilha.


PODER: Hoje a gente lida com o tempo de uma forma completamente diferente. Você acha que isso muda o funcionamento cerebral das pessoas?

PN: O cérebro vai se adaptando aos estímulos que recebe, e às necessidades. Você vê pais reclamando que os filhos não saem da internet, mas eles têm de fazer isso porque o cérebro hoje vai funcionar nessa rapidez. Ele tem de entrar nesse clique, porque senão vai ficar para trás. Isso faz parte do mundo em que a gente vive e o cérebro vai correndo atrás, se adaptando.

Você acredita em Deus?

PN: Geralmente depois de dez horas de cirurgia, aquele estresse, aquela adrenalina toda, quando acabamos de operar, vai até a família e diz: "Ele está salvo".  Aí, a família olha pra você e diz:   "Graças a Deus!". Então, a gente acredita que não fomos apenas nós, que existe algo mais independente de religião.


Reflitam, questionem, divulguem... Tiago Farias.